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PORQUE EU JAMAIS CRIARIA MEU FILHO COM SEXO NEUTRO

by • setembro 30, 2014 • Bebê, Criança, SexoComments (0)5844

UntitledDe todas as teorias que já vi no universo materno/paterno a que mais me assusta é a que você deve criar seu filho com sexo neutro, ou seja, sem pré-definição de gênero.

O quê?!

Isto. Você deve criá-los sem “pré-definir” seu sexo. Sem definir a orientação sexual do bebê somente baseado no órgão sexual que ele nasceu. No lugar, você deve registrar seu bebê com nomes genéricos, que não implicam na definição do gênero. Como é o caso de um bebê chamado “Storm” (tempestade). Storm é o bebê da foto e o verdadeiro sexo dele é um segredo de família. Seus pais decidiram esconder seu gênero num esforço pra prover à criança liberdade de decisão sobre uma orientação sexual futura, sem a influência da “expectativa social” de que ele seja hétero. Já existe inclusive uma pré-escola na Europa que é, supostamente, “assexuada” – se assim podemos dizer.

Hoje, há um enorme movimento de pessoas lutando pela ELIMINAÇÃO da definição da opção sexual das crianças, na tentativa de tornar todas as pessoas mais “iguais”. Estando estas crianças livres para escolher qual orientação sexual seguir sem nenhum tipo de “desconforto” perante a sociedade no futuro. São crianças criadas com sexo neutro.

Eu acho isso completamente ridículo.

Não vim aqui para fazer campanha contra a homossexualidade, ou convencer vocês de que isso é certo ou errado. Tenho certeza de que este assunto já está bastante desgastado por aí, e temos diversas opiniões de pessoas conhecedoras, que podem nos dar uma visão mais profunda do tema. No entanto, minha visão aqui é: eu amo minha esposa e não consigo imaginar – parafraseando a pérola do Levy Fidélix – meu aparelho excretor sendo usado para qualquer tipo de diversão.

Dito isto, não vai me incomodar se meu filho quiser um dia brincar com a maquiagem da mãe dele. Muito menos, colocar alguns colares de perua e sair desfilando por aí, fazendo graça. Eu ainda me lembro, com oito ou dez anos, colocando os salto altos da minha mãe e tentando caminhar como quem tenta provar que é possível um homem usar aquele objeto de tortura medieval. Essas descobertas estranhas fazem parte do crescimento. São experimentos curiosos e engraçados.

Mas não é essa liberdade que está propondo este movimento.

De fato, não existe pessoa sem definição de sexo. Nascemos com ambas características físicas que definem Masculino ou Feminino, e um forte senso de “o que eu sou”. Todos precisamos ter liberdade de escolha e não devemos sofrer injustiças ou sermos tratados desigualmente por conta delas. Mas faz parte do crescimento de uma criança desenvolver uma identidade própria. Agora, como criar uma identidade se você não sabe dizer se é um menino ou menina?

Este movimento tenta proteger as crianças contra uma suposta imposição de orientação sexual da sociedade. Mas a diferença de sexo não é algo que a sociedade inventou. Existem diferenças nos cérebros de homens e mulheres (machos e fêmeas) que aparecem bem cedo durante o crescimento das crianças. Não é só um estereótipo o fato das meninas desenvolverem habilidades de linguagem mais cedo que meninos, enquanto que eles tendem a ser mais indisciplinados. É algo cravado nos seus cérebros, biologicamente falando.

Este movimento não tenta remover estereótipos de gêneros. Ele na verdade encoraja crianças a se tornarem transexuais, ou até mesmo travestis – se me permitem dizer. Engajando num comportamento contrário ao sexo de nascença. Ativamente ensinando-os que ser gay/lésbica é bom e encorajando-os a se comportarem desta maneira. Uma pessoa que decidiu ser gay ou lésbica tem uma batalha gigante pela frente – e por usar a palavra DECIDIR, eu não quero entrar no mérito da problemática de que ela nasceu assim então não foi uma questão de decisão, mas sim estou teorizando que sim, ela decidiu ir em frente com esta orientação sexual – É uma constante luta contra o preconceito, contra a homofobia, é sobre ser aceito, é uma jornada absurdamente desgastante. Não é uma vida que você quer “facilitar” o caminho para o seu filho. Propiciando, inclusive, uma “personalidade” homossexual que ele nem teria, caso você não tivesse tirado sua identidade.

Este movimento não ensina igualdade e tolerância, está treinando as crianças como serem gays/lésbicas/transexuais.

O ponto aqui é, já é suficiente permitir que as crianças brinquem com quaisquer brinquedos elas queiram, vistam quaisquer roupas que elas queiram e que sejam aceitas da maneira que elas são, reconhecendo que existe, sim, 95% de chance de elas crescerem assumindo gêneros “normais”, ou mais tradicionais.

Por todas estas razões, não há possibilidade de eu escolher educar meu filho sem definição de sexo, ou com gênero neutro. Meu filho é biologicamente masculino e ele precisa saber disso. Não há motivos para eu esconder isso do mundo.

E você, o que acha?

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